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Depressão é um termo já bastante conhecido, e pode ser um tanto clichê dizer que a depressão é o “mal do século”. Contudo, essa denominação está longe de ser um exagero, e foi dada pela própria Organização Mundial de Saúde (OMS).

A depressão é uma doença que atinge milhões de pessoas e pode ser nitidamente notada e diagnosticada. É bastante comum que pessoas com depressão evitem buscar ajuda. Entretanto, esta falta de tratamento pode ser crucial para o desenvolvimento de depressão crônica. E ela parece estar mais presente a cada dia entre as queixas de grande parte dos pacientes.

Preparamos esse post, para que você saiba todas as informações sobre depressão crônica, seus sintomas, seus malefícios, estudos científicos e seu tratamento. Continue a leitura.

Depressão Crônica

A depressão é uma doença de transtorno do humor que pode vir a ser um caso depressivo crônico, ou seja, de progressão lenta e de longa duração, que muitas vezes levamos por toda a vida. 

Muitas pessoas demoram a ter o conhecimento que sofrem de quadros depressivos, ocasionando assim a depressão crônica. Além disso, muitas pessoas tem dificuldade de compreender e distinguir o primeiro sintoma.

A depressão pode causar diferentes problemas de saúde, principalmente ao cérebro, quando não tratada. Um tratamento feito de forma errada, também pode desencadear a piora da doença.

Também não é saudável uma pessoa que está consciente de seus sinais depressivos não levar a doença a sério e procurar tratamento. Mesmo que às vezes a depressão possa ser confundida com tristeza, caso haja dúvidas sobre o caso clínico, aconselhamos a busca de ajuda imediatamente, antes que se desencadeia um caso crônico.

Outro erro bastante comum, é confundir depressão crônica com dias tristes. As diferenças entre são:

Tristeza x Depressão

Se sentir triste, chateado ou até mal humorado com alguma situação que aconteceu, como briga com um amigo ou uma demissão no trabalho, é normal.

Essa tristeza causada por um estresse pontual da sua vida, chamamos de “depressão situacional” e a maioria das pessoas se recupera dela sozinhas, em alguns dias ou semanas.

Mas se esses sintomas não desaparecem, se tornam frequentes, persistentes e interferem na sua capacidade de trabalho, de relacionamento com as outras pessoas, de fazer as tarefas que você sempre gostou de fazer, como sair com os amigos, praticar esportes ou outras tarefas, sejam lá quais forem as suas preferências, precisamos ficar atentos, pois pode haver a evolução do quadro para uma depressão clínica ou até mesmo crônica.

Já, a maioria das pessoas que têm depressão, descreve a doença como um grande vazio com muita angústia e inquietude, sensação que o sentido da vida foi perdida e que não tem mais vontade de fazer nada. Essa é uma característica muito forte da depressão, a perda da capacidade volitiva. As vontades desaparecem e tudo que a pessoa gosta de fazer.

Nós podemos ajudar!

Somos uma clínica de recuperação especializada em remoção de pacientes de forma voluntária e involuntária.


Pessoas com depressão grave nem sempre apresentam os mesmos sintomas, mas observe os mais comuns:

  • Tristeza
  • Culpa
  • Irritabilidade
  • Sintomas cognitivos
  • Pensamentos estão lentos ou acelerados
  • Dores, como dor de cabeça, dores pelo corpo ou ainda problemas digestivos
  • Perda de energia
  • Perda de interesse
  • Alterações do sono
  • Alterações do apetite
  • Pensamentos suicidas.

Como identificar a depressão crônica?

Quando a depressão se torna mais intensa e duradoura, como nos casos crônicos, alguns sintomas tendem a ser cada vez mais grave, por isso é importante ficar atento. Alguns mais comuns são:

Tristeza permanente e incapacitante

Esse tipo de sentimento está diretamente ligado à depressão crônica e não é uma tristeza qualquer, passageira, desencadeada por um fato específico ou isolado. É algo que apenas se sente, sem que se possa apresentar um real motivo para isso. O portador de depressão crônica sente uma tristeza permanente, que incapacita a pessoa para o lazer, o trabalho e o convívio social.

Busca por isolamento total

Além de sentir-se triste e muito desmotivado, o depressivo crônico costuma isolar-se por completo, evitando contato com pessoas próximas, por não querer dialogar e interagir com ninguém, nem mesmo com seus parceiros, preferindo ficar sozinho. 

Negação para alimentar-se

A pessoa com depressão crônica não tem mais fome ou vontade de comer. Ela simplesmente perde qualquer tipo de gosto por coisas simples como comer e até mesmo tomar água. Em alguns casos, a depressão pode fazer com que a pessoa não sinta o sabor dos alimentos, ou sinta-os amargos.

Sentimento de inutilidade e culpa

A depressão costuma fazer com que a pessoa se sinta inútil e culpada pelos problemas e insatisfações, suas e de terceiros. A baixa autoestima se acentua significativamente em quem tem depressão crônica. 

Pensamentos frequentes de morte

O sintoma mais característico da depressão profunda, e também o mais grave, está relacionado aos pensamentos constantes de morte e de suicídio. Muitas vezes a pessoa não tem a intenção de se matar, mas deseja profundamente a morte, como forma de acabar com o sofrimento causado pela doença, do qual ela não consegue se livrar e muitas vezes nem pedir ajuda.

Distúrbios do sono

O sono sempre é afetado em quem lida com a depressão. O cenário mais comum é que a pessoa troque o dia pela noite. Sua tristeza e desmotivação a levam a dormir em excesso durante o dia, e assim, perdendo completamente o sono durante a noite.

Ausência de autocuidado

A falta de vontade e de iniciativa afetam a vida da pessoa com depressão profunda, chegando a atividades básicas, como a higiene pessoal. O depressivo pode passar dias sem tomar banho e escovar os dentes, por exemplo. As atividades físicas e o cuidado com a beleza também são rapidamente deixados de lado.

Inflamação cerebral

Além dos sintomas já conhecido da depressão, ela também causa danos ao cérebro. A inflamação cerebral, causada pela depressão foi identificada e diagnosticada em alguns estudos. Médicos e pesquisadores descobriram que a depressão crônica sem tratamento, é capaz de modificar o cérebro permanentemente. 

Esses mesmo estudos revelam que além disso, a depressão não é só uma doença psiquiátrica, mas sim uma doença física que afeta a forma degenerativa órgãos como o funcionamento do cérebro. 

Ou seja, essas inflamações no cérebro seria uma causa física, desencadeado por uma depressão crônica. Isso explica por que grande parte de pessoas que são diagnosticada com depressão, tem histórico genético familiar. Sendo assim, mais simples como compreender como a pessoa desencadeou a doença.

Estudo

O estudo aponta que a depressão crônica pode levar à diminuição do hipocampo, que é a região cerebral responsável pela memória. Contudo, um novo estudo realizado pelo The Lancet Psychiatry descobriu que além disso, quando a depressão não é tratada, a doença pode inflamar o cérebro. 

Para esse estudo, os pesquisadores do Toronto´s Centre for Addiction and Mental Health, no Canadá, mediram algumas proteínas translocadora (TSPO) no cérebro de alguns voluntários com depressão, por meio de uma exame semelhante a uma tomografia.

O tempo é uma produção das células micróglias, que são responsáveis pelo controle de nosso sistema imunológico do cérebro. Quando sua atividade é exagerada, causa inflamação excessiva do órgão, associada a doenças neurodegenerativas e à depressão.

No total, foram 80 pessoas que participaram do estudo, das quais 25 tinham histórico de depressão de dez anos ou mais; 25 tinham a doença por nove anos ou menos, e 30 delas não tinham depressão.

Resultado do Estudo

Os pesquisadores encontraram uma diferença significativa nos resultados dos pacientes. Os resultados, para os dois grupos com a doença tinham mais níveis de TSPO do que os participantes que não tinham depressão. Já os pacientes com quadros depressivos não muito longos, NÃO mostraram alterações significativas. 

Os pacientes com depressão crônica sem tratamento há mais de dez anos, tinham 30% mais inflamação no cérebro do que o grupo que sofria com a depressão há menos tempo, e apontaram marcadores de proteína muito maiores, como também uma mudança significativa da própria estrutura cerebral. 

Segundo os cientistas, os resultados também mostram que alguns medicamentos anti-inflamatórios podem ajudar pacientes com depressão crônica.

Tratamento

A depressão, mesmo em casos crônicos, pode ser tratada. O tratamento de depressão também deve tomar como base os sintomas descritos e a história de vida do paciente e sua genética. Quanto mais cedo o tratamento começar, mais eficaz ele é.

A depressão é geralmente tratada com terapias, equipamento, medicamento ou uma combinação de vários deles. Se esses tratamentos não reduzem os sintomas, a terapia eletroconvulsiva (ECT) e outras terapias de estimulação cerebral podem ser opções para explorar.

Um ponto importante destacado no estudo da depressão crônica e a conscientização que a depressão deve ser levada a sério e ser tratada como uma doença perigosa, com uma série de riscos à saúde, e seu tratamento deve ser contínuo. Isto é, mesmo que o tratamento funcione para o paciente durante um determinado tempo, pode ser que depois de um período ele tenha que ser modificado, assim como duas pessoas com sintomas parecidos talvez possam necessitar de tratamentos totalmente diferentes.

Portanto, é importante que os pacientes sejam corretamente diagnosticado e auxiliado, com ajuda de profissionais e centros especializados.

A depressão crônica pode afetar a estrutura cerebral definitivamente. Felizmente, é possível evitar que isso ocorra com o tratamento adequado e antecipado.  

Você precisa de ajuda para tratamento de depressão? Entre em contato conosco! Podemos te ajudar a ter uma nova vida. Continue lendo nosso Blog para mais assuntos sobre depressão, seus tipos e tratamento.

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