Recomeçar a vida praticamente do zero, é uma questão que preocupa não apenas a pessoa dependente como também a sua família.

O que é a dependência química?

A dependência química é uma doença crônica e que costuma ser bastante recorrente nos dias de hoje. Ela é caracterizada pelo comportamento compulsivo de encontrar prazer imediato através do consumo de substâncias químicas. Na fase inicial de consumo, o usuário não perceberá imediatamente as graves consequências que podem acarretar ao seu organismo, porque até o momento, estas substâncias que geram a dependência, ainda são absorvidas, e de certa forma eliminadas de seu corpo. Além do que, os estados de euforia e prazer realizam este processo de autossatisfação, aliviando o estresse, a ansiedade e a depressão.

O uso continuado da substância química provocará, em seguida, alterações visíveis, tanto no sistema nervoso central, até no comportamento da pessoa. A dependência de substâncias químicas colocará a pessoa em xeque, em inúmeras situações sociais em que ela não se adaptará da mesma forma que antes, isolando-a do convívio externo para tornar-se vulnerável.

É neste momento em que as internações, tratamentos continuados e certas intervenções tomam lugar. Como esta é uma das fases mais complexas de todo processo de saúde, que exige acompanhamento personalizado,  medicação, tratamento psicológico, o dependente estará a cargo de outras terapias.

O problema das recaídas e o passo para uma nova vida

O maior problema para o dependente químico está vinculado ao seu restabelecimento do convívio social em que foram cortados os laços. Toda a malha de relações ficaram comprometidas, impossibilitando uma renovação das suas atividades normais.

Esse processo, pós-abstinência, passa pela conquista do tratamento de caráter terapêutico que deverá ser feito sempre a longo prazo, desta forma, impedindo a recaída. Por causa disto, o fortalecimento e a autoestima da pessoa sempre deverá ser estimulada, caso contrário, a sua vida será prejudicada neste processo de reinserção social.

O entendimento que se possui, em geral na sociedade, para as pessoas que passaram por procedimentos de internação e terapias, é comumente raro e por vezes, preconceituoso. Confrontar a exclusão social através da desconstrução dos mitos sobre o conceito de vícios, a abertura social para casos que precisam da assistência social, o fortalecimento das redes familiares, a rápida absorção do emprego, entre outros, ajudam à pessoa buscar novas formas de estabelecer este processo de reinserção, que é longo e continuado.

O pós-tratamento é a fase mais importante para o indivíduo que passou pelos processos anteriores. O mundo lá fora é concreto e tem seus problemas, basta saber lidar com eles, de forma diferente de antes. Os tratamentos para a ansiedade e depressão, em geral, a causa dos casos de dependência, devem ser sempre continuados e estimulados.

Sem o tratamento continuado, toda dependência química tenderá a agravar-se com o tempo.

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